Archive for Frases, Pensamentos, Reflexões

28 FEVEREIRO 2009-FINAL FELIZ DO BAR DO BAIRRO

img_2842       Despedidas são assim, deixam saudades. 

 

Pensando nos 4,5 anos que passaram sempre atrás daquele balcão, umas vezes girando pelas mesas, outras correndo para a cozinha, e quantas mais festejando algo, sempre alguma coisa havia para festejar.

 

O inicio foi incerto, onde todos os estranhos faziam parte da minha vida, onde tantas historias escondidas se passavam em cada canto sem eu dar por isso. Foram anos de esforço, de persistência e posso dizer de vitória. Conquistar o agrado de muitos é dificil, criar algo à nossa imagem com um mundo de gente diferente, descontraída, é algo que se constrói com muita paciência e amor pelo próximo.

 

Devo esquecer aqueles que me impuseram obstáculos infundados, e agradecer àqueles que me impulsionaram adiante.

Sem dúvida, muitas tristezas e conflitos, mas felizmente, inúmeros momentos de alegria.

 

A noite tem coisas más, sim, é verdade. Mas o mais dificil é conseguir viver ou sobreviver na noite com coisas boas. Parabéns para todos os que conseguimos. Eu consegui.

 

Saudades ficam, novos projectos, novos ideais, assim é a natureza humana, assim é a minha natureza.

 

A mudança que uns temem, e a mim me agrada.

 

Obrigada a todos os que estiveram a meu lado, aos que ajudaram a que os 4,5 anos passados  ficassem no album de recordações do meu coração.

 

Um agradecimento especial ao Joel, à Teresa e à Cátia que sempre me apoiaram e souberam manter o espirito que eu tentei transmitir e eles souberam seguir.

 

ADEUS AO AUTENTICO BAR DO BAIRRO.

 

Qualquer semelhança com o novo bar do bairro nem sequer é pura coincidência, porque não existe.

 

 

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NATAL – FELICIDADE IMPOSTA

Esta “felicidade imposta”  que não parte só da familia mas de toda a gente em geral, cria uma atmosfera irritante. Tudo muda, o mundo muda, as pessoas mudam, todos passam de “sacanas” a “boas pessoas”, de “exploradores” a “voluntariosos comunitários”, cheios de uma solidariedade extrema que é esquecida nos 11 meses do ano que não se chamam Dezembro e não têm 1 dia chamado Natal.

No Natal, a palavra “solidariedade” enche as bocas do Mundo, o mesmo que morre um pouco todos os dias por falta de humanidade, por ganância, por insensibilidade, por egoismo, por intolerância e por muitos mais adjectivos que, nesta época, se espera sejam apagados pela “suposta” generosidade que subitamente brota dentro de cada um.

O consumismo egoista, obrigacionista, transforma o Natal, deixando de ser um prazer para ser uma preocupação, uma imposição.

A “neurose do Natal” não está nas pessoas que não encarnam esta época como obrigação, mas sim naquelas que se dão a enormes trabalhos supostamente para agradarem aos outros mesmo que os outros preferissem que elas não fizessem nada. E pior, é que no fim cobram o que fizeram.

Esta data escolhida para as pessoas se darem bem, serem amigos, é apenas uma data em que se veste o traje de Natal e se interpreta a personagem de bom samaritano, de bom familiar, de bom amigo. Acabou a peça, bate-se palmas, o pano desce, e o teatro do mundo volta no proximo ano.

Dizem uns que esta é uma época de harmonia em que se demonstra o que sentimos a quem amamos, dizem outros que é a festa da familia, da paz, da união.

Lamento que exista uma data marcada para tudo isto, para ser feliz, para ser solidário,  por imposição.

O Natal é uma época de intolerância em que afinal todos somos “obrigados” a agir da mesma forma, a participar na peça de teatro que se poderá chamar ” Felicidade por procuração”.

POEMA DE ZOÉ VALDÉZ

Quero acabar como uma gata,beber leite em tigelas de barro,

comer peixe fresco e fetos.

Quero ser uma gata para me deitar

entre os livros que estás a ler,

deixar pêlos meus pela casa toda,

arranhar-te as pernas.

Quero acabar como uma gata,

para que me fales quando estiveres só,

convencido de que nunca te vou compreender,

rasgar-te papéis importantes,

extraviar adornos de valor.

Quero ser uma gata para de noite subir aos telhados

e ouvir-te desesperado a chamar-me:

Miau, miau, miau, miau…..

JAZZ – A SUA ORIGEM

 

  ART BLAKEY

 

 

 

 

 

 

                                                            

                                                                 LOUIS ARMSTRONG

 

 

 

 

 

 

 

 

         RAY BROWN

 

Apenas alguns dos nomes que deram inicio  à expressão musical conhecida por JAZZ.

Nascido do blues, das work songs dos trabalhadores negros norte-americanos,  o jazz passou por uma extraordinária sucessão de transformações no século XX.

O termo jazz começa a ser usado no final dos anos 10 e início dos anos 20, para descrever um tipo de música que surgia nessa época em New Orleans, Chicago e New York.

O Jazz é uma forma de expressão pessoal criada e sustentada pelo improviso. Na sua origem a Dança Jazz tem raízes essencialmente populares.

Muita historia há para conhecer sobre a evolução do Jazz, Blues. Apenas vamos tentar ouvir melhor a beleza dos sons que os instrumentos musicais utilizados transmitem e fazem vibrar dentro de nós.

Vale a pena tentar perceber porque há quem ame o JAZZ.

FATAL2007 / PROJECTO CELLOPHANE

25-maio.jpg  Mais uma noite de surpresas no BB. A performance da FATAL surpreendeu positivamente todos os que tiveram a oportunidade de assistir e aplaudir. O som, o movimento corporal, o rosto escondido atrás de máscaras que representam a postura das pessoas na sociedade, as máscaras que se sobrepõem e escondem a verdadeira realidade de cada um de nós. Uma nota positiva.

Tal como aconteceu em 2006, o projecto Cellophane deu continuidade à noite dando música à casa, com uma sessão de música que estourou pela 1,30h com um som bombástico não deixando arrefecer os animos e a boa disposição peculiar do espaço.

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